Resenha: Percy Jackson; O ladrão de raios, Rick Riordan
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Percy Jackson não queria
ser um semideus. Sua vida, aos 12 anos, já tinha quantidade suficiente de
problemas: Sua adorável mãe se casara com um homem abominável, nunca conhecera
o pai, era portador de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com
Hiperatividade), fora expulso de diversas escolas por se meter em confusões e
seu melhor amigo além de possuir um problema nas pernas que o obrigava a andar
de muletas, devia ter repetido várias séries, pois já possuía pelos faciais.
Porém, em uma excursão
escolar sua vida começa a mudar para sempre. No museu que ele vai com a escola,
ele se depara com sua professora de álgebra se transformar em um mostro da
mitologia grega (uma fúria, para ser mais específica), e o ataca o acusando de
ter roubado alguma coisa.
Ele não entende nada,
até que sua mãe o leva as pressas a um acampamento assegurando que lá ele
estaria livre do perigo eminente que ele estava correndo. E a prova do risco
que ele estava correndo é dada quando a mãe dele é levada por um minotáuro.
Percy descobre que esse
acampamento, nomeado como “Acampamento meio sangue”, é para crianças muito
especiais. Lá é o lugar para jovens semideuses, filhos de diversos deuses da
mitologia grega. É nesse lugar que eles recebem treinamento para lutar com
monstros mitológicos que estão à espreita em todos os lugares do mundo prontos
para arranjar problemas.
Como se a descoberta de
ser um semideus não fosse chocante o suficiente, ele se depara com o fato de
que seu melhor amigo, Grover, ser um sátiro (ele usava as muletas pata
disfarçar o seu modo “diferente” de andar). E ainda tem o fato de Percy ser filho
de Poseidon um dos três grandes deuses, e por isso ele provavelmente é o
semideus de uma perigosa profecia.
E a maior e mais
perigosa surpresa: ele está sendo acusado pelos deuses de ter roubado o
poderoso raio de Zeus. Se o raio não for recuperado a tempo, os deuses entrarão
em uma grande guerra que terá como resultado em um estrago gigante.
Assim que descobre que o
deus Hades está com a sua mãe, ele parte com os amigos Grover e Annabeth, filha
de Atena, para uma missão de resgate cheia de empecilhos.
O mundo criado por Rick
Riordan é fantástico. Ele soube encaixar perfeitamente todos os detalhes da
mitologia para o século XXI, dando explicação para todas as perguntas que
poderíamos ter.
A escrita é maravilhosa,
é divertida, fluída e instigante. Como o livro é narrado em primeira pessoa por
Percy um menino de 12 anos, o livro é muito bem humorado, ele me fez gargalhar
inúmeras vezes.
Com a série eu acabei
aprendendo muitas coisas que nem imaginava sobre mitologia, mesmo já gostando
do assunto há muito tempo. Ou seja, o autor não ficou apenas no superficial da
mitologia, e o modo como ele explorou a temática, dá muito mais realidade pra
história.
O livro é capaz de
agradar todos os tipos de leitores, mas ele é uma ótima pedida para quem está
começando no mundo da leitura por possuir uma linguagem mais jovem, e por isso,
consequentemente se torna uma leitura mais fácil.
A série foi pra mim o
que Harry Potter é para a maioria dos leitores, ou seja, ela me lançou de
cabeça para o mundo dos livros e fiquei apaixonada por cada página desses
livros (a série “Percy Jackson e os Olimpianos” é composta por 5 livros).
Eu conheci Percy Jackson
por conta do filme, e eu o adorei quando assisti pela primeira vez, PORÉM,
quando li o livro descobri que ele não é NADA fiel à obra de Rick Riordan. O
livro é algo muito mais “complexo” e grandioso. Muitas coisas importantes do
livro, que eram essenciais para todo o desenvolvimento da série foram ocultadas
no filme, o que o deixou superficial (como por exemplo, planos de certo titã).
Enfim, a série é o
amorzinho da minha vida que eu coloco em um pedestal de ouro, e recomendo para
todas as pessoas.
-Adriane
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